Biografia

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Mauro Silper - Artista Plástico

Mauro Silper, artista plástico brasileiro, natural de Teófilo Otoni, Minas Gerais, reside e trabalha em Belo Horizonte, MG, Brasil. Graduado em Direito e autodidata em Artes Plásticas, tem seu foco de atuação e linguagem na pintura. O gosto pelo desenho surgiu cedo, ainda na infância e foi se aprimorando com o tempo, até que na década de setenta, quando viveu em Nova Iorque, iniciou-se na pintura profissionalmente. Ao retornar ao país, sua trajetória artística progrediu gradativamente, pautada por realizações e participações em exposições, além da conquista de alguns prêmios, como no XIX Salão Brasileiro de Belas Artes de Ribeirão Preto (2010) e na Associação Paulista de Belas Artes (2009 e 2010). As premiações recentes aconteceram nas edições de 2016 e 2018 da Bienal das Artes SESC Distrito Federal com a aquisição das obras para compor a pinacoteca da instituição.


Simultaneamente, desenvolveu atividades correlatas às artes plásticas abrangendo as artes gráficas e a fotografia, tendo realizado trabalhos artísticos para numerosos clientes corporativos. Em meados da primeira década dos anos 2000, passou a se dedicar exclusivamente à pintura, intensificando sua abrangência de atuação no cenário artístico brasileiro.


Conheceu vários museus no Brasil e no exterior, como The Metropolitan of Art (Nova Iorque/USA), Louvre e D’Orsey (Paris/França), Prado e Reina Sofia (Madri/Espanha), Fundação Joan Miró (Barcelona/Espanha), Museu Van Gohg (Amsterdam/Holanda), MASP (São Paulo/Brasil) entre outros, aprimorando seus conhecimentos e incorporando novos valores estéticos.

Dentre as exposições que realizou destacam-se as individuais em Brasília/DF, Quietude Íntima no Centro Cultural da Câmara dos Deputados (2015); em Belo Horizonte/MG, Luminescências no Espaço Cultural Vallourec (2015), Pinturas de Mauro Silper - Pinacoteca MHAB, no Museu Histórico Abílio Barreto (2013) e Intracenas na Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl (2012). No exterior, expôs na Colorida Art Gallery em Lisboa, Portugal (2014). Coletivamente, distinguem-se mostras nos museus Inimá de Paula (2015 e 2013) e de Artes e Ofícios (2011). Participou ainda de feiras de arte contemporânea em São Paulo/SP (P/ARTE), Rio de Janeiro/RJ ( ARTIGO) e Belo Horizonte (ARTEBH).


Além de estarem expostas em excelentes galerias de arte, suas obras integram coleções particulares e oficiais no país e no exterior, como no Museu Histórico Abílio Barreto em Belo Horizonte, no Museu da Câmara dos Deputados em Brasília e na France Libertés, Fondation Danielle Mitterrand em Paris (França).

Sobre sua obra escreveu Rogerio Zola Santiago, mestre em Crítica de Arte pela Indiana University (USA): "Em Mauro Silper, a natureza quase sobrepuja a fragilidade de seres sempre à espera do barco, do fado, do encaminharmo-nos em vagões e trilhos... O insinuado “devoramento” do humano pela paisagem não se concretiza, pois Mauro Silper pinta esperança na colocação filosófica grega do homem numa contextura que sugere a tênue posição na relação com o ambiente, na possibilidade do cataclismo, em suposta lassidão, mas, em implícita vitória. A Arte nos redime (universalmente) na compensação estética do caos sublimado em beleza no qual Silper se desloca, trafega, e nos leva, em abandono inexorável". (Fragmento do texto publicado na Revista Exclusive, edição agosto/2019, Mauro Silper: vitória da delicadeza surreal: Prêmio aquisição em duas Bienais de Brasília.) 

O historiador da arte e artista plástico Miguel Gontijo destaca: "Silper é irmão de Eckhout, de Frans Post, perdido no futuro dos tempos, a examinar nossa terra com outros olhos viajantes. Ele possui o desejo de encontrar no coração do mundo da realidade e da sacralidade, a condição sobre-humana existente na paisagem que o cerca. Suas pinturas deixam refletir uma espécie de suma na qual se condensa e atualiza toda a pintura de paisagem que antes dele se fez. Seu trabalho parece encerrar o drama do artista antigo, medieval e moderno, do qual todos nós descendemos. Enfim, existe entre a sua alma e a paisagem uma relação estreita que sobrevive no sopro da poesia. Nos seus quadros as coisas mais naturais estão envolvidas numa névoa mágica. São lugares em que não se vive: estão reservados ao êxtase". (Fragmento do texto Rondó que integra o catálogo da exposição Luminescências, pag. 18, Espaço Cultural Vallourec, Belo Horizonte/MG, abril/2015).

Para a marchande Beatriz Abi-Acl, "a pintura de Mauro explode numa combinação de cores, tons, formas e planos tecnicamente perfeitos. É densa sem comprometer a beleza pictórica de sua obra. Aos poucos o artista nos faz descobrir um panorama único que se converge ao sonho ou à realidade. Sua pintura é forte, limpa, expressiva, introspectiva e faz o observador ser andarilho em seus mistérios, seja nas telas ou no simples e delicado papel. Mauro pinta com o coração a voz do silêncio". (Fragmento do texto que integra o catálogo da exposição Quietude Íntima, pag. 20, Centro Cultural Câmara dos Deputados, Brasília/DF, agosto/2015).