Os sentidos visuais

 

Cada pintura de Mauro Silper é única. Cada pincelada dá origem a diferentes formas. Cada mistura de cores emite tons inéditos. A beleza, porém, mantém-se intacta no papel de agradar aos olhos.

 

Na série recente, Quietude Íntima, vemos telas em que a presença humana é maior e explícita: seja em grupos ou sozinho, o indivíduo explora e observa o ambiente e participa de uma relação direta. A natureza, ou até mesmo o meio urbano, provém o ser com seus recursos energéticos, representados pelas cores belas e incomuns a um ambiente real. O indivíduo, por sua vez, é o receptor de um deslumbre sutilmente escondido em lagos, árvores e prédios. Essa relação homem-ambiente dialoga e assemelha-se à experiência de apreciar uma tela de Mauro Silper: a imagem impacta, de maneira positiva e silenciosa, e uma sensação de acolhimento invade os sentidos visuais e emocionais.

 

O significado das pinturas do artista é detectado em um momento de quietude do ser. A pintura acalma e, assim, no instante menos esperado, uma inspiração íntima sintoniza o entendimento das obras. Mauro Silper resume as belezas do viver em suas telas e, por isso, encanta aqueles que entram no mundo de suas preciosas pinceladas.

 

Marina Silper

Designer

 

 

Luz, cor-ação

 

Pintar paisagens requer técnica e percepção, fatores essenciais que contribuem para um resultado satisfatório. Para o artista plástico Mauro Silper, pintar paisagens exige ingredientes adicionais como sensibilidade, luminosidade e sutileza, características que são evidentes em suas obras.

 

A pintura de Silper remete a tranquilidade e a paz, que são transmitidas, não só pela temática abordada, mas pelo uso de técnicas próprias, fruto de suaves pinceladas, numa palheta de cores harmoniosas que se mesclam em matizes variados. O resultado é uma bela fusão de planos onde céus, montanhas, cidades e natureza se estabelecem em primoroso equilíbrio, no qual aspectos ressaltantes da composição se contrapõem à áreas de descanso visual.

 

Por meio dessa interação de cores, iniciada a partir de três distintas, ocorre um processo em busca de texturas sutis, formas e luminosidade. É nesse ponto que começa uma das técnicas que define Silper como um grande artista: o domínio no uso da intensidade cromática. Sua utilização da cor possibilita a criação de micro-texturas e degradês que, no espaço do suporte, se aproximam fisicamente dos arbustos, campos, lagos, edificações e elevações que o artista concebe recorrentemente em seus trabalhos.

 

Na série “Luminescências” a cor representa o conceito de luz. O espectador é convidado a participar do universo de paisagens urbanas e naturais, não só admirando as belas obras, mas captando a luz que elas pretendem transmitir de maneira genuína. Para isso, o artista criou obras não só em papel, mas em telas, mantendo em ambos a mesma maestria nos domínios técnicos e visuais.  

 

Assim como na maioria das obras de Mauro Silper, em que o homem/personagem admira e interage com a natureza e meios urbanos, em “Luminescências” o observador aprecia e interatua com um manancial de luzes, cores e sensações, transmitidas de maneira inequívoca pelo artista.

 

Marina Silper

Designer